A intensidade de Güido merece ser entendida e desfrutada. Conversamos com ele pra saber mais sobre "Triste Cru" e "Coragem", seus dois álbuns
O ar de domingo de manhã se funde entre a ideia de um amor leve e um sofrimento pesado, eventualmente isso se transforma em desejo e anseios. Um turbilhão de emoções. É assim que Güido toca e compõe e é justamente isso que ele transmite a quem ouve.
Todos os adjetivos dados para os sentimentos estão escancarados. Da coragem ao medo, do amor ao ódio, da calmaria ao desejo sufocante. A complexidade de cada disco de Güido deve ser interpretada com cuidado e de forma particular, assim como é sua música em seu estado mais simples. “Acredito que sejam emocionais, porque tratam de emoções que extrapolam o nível meramente pessoal. Mas a expressão sim é bem pessoal”, afirma.
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(Foto: Reprodução/ Facebook) |
O ar de domingo de manhã se funde entre a ideia de um amor leve e um sofrimento pesado, eventualmente isso se transforma em desejo e anseios. Um turbilhão de emoções. É assim que Güido toca e compõe e é justamente isso que ele transmite a quem ouve.
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A relação de Lucas Güido com a música começou cedo. Aos 14 já compunha e se apresentava por Assis, cidade do interior de São Paulo. Em 2011, Güido, Guilherme Xavier, Gustavo Garcia, Francisco Bueno, Arthur Romio e Paulo Cavalcante juntaram-se na banda Güido.
O primeiro disco veio no ano seguinte ao nascimento do grupo, “Triste Cru”. “Eu fui armazenando composições de diferentes épocas no decorrer de 6 anos. O disco foi definido durante a gravação, sem quase nada pré-estabelecido, em duas semanas”, conta Güido sobre a produção do álbum de estreia.
“Coragem” veio como sucessor, um álbum que muda ares desde a capa. Güido explica: “Como narrativa, eu vejo o 'Coragem' como superação de um estágio anterior que é o 'Triste Cru'. Aí a gente pode falar de evolução, maturação, emocional, espiritual, etc. De um estado de ignorância e de dor para um estado onde se começa a abrir os olhos, num caminho de cura, de livramento do sofrimento, não só amoroso no sentido relacionamento, mas amoroso no sentido existencial”. E conclui: “Eu vejo o 'Coragem' como um meio do caminho. Um limbo”.
Para a produção de “Coragem”, Güido fez a mochila e se arriscou. “Me mudei para São Paulo pra morar com a banda e participar diariamente da produção. Isso ajudou muito, porque foi gasto muito tempo pensando nas músicas, dedicada muita energia pros ensaios, pra convivência. Sem essa mudança o disco jamais teria podido ser feito”.
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(Foto: Reprodução/ Facebook) |
Depois de quase dois anos sem inéditas, em junho “Lavínia” foi lançada junto a um clipe. “O pouco que tínhamos disponível foi gasto no aluguel da câmera que foi operada pelo Guilherme Xavier, baixista da banda, e a atuação ficou por conta da nossa amiga Beatriz Helena, companheira do Guilherme. O roteiro foi definido primeiramente por limite de verba. Depois começamos a pensar em minimalismo, e acabou que foi o necessário. A música trata de Lavínia, e foi isso que filmamos, essas emoções que buscamos retratar na música, do livro, do filme, que serviu de inspiração”.
A faixa foi inspirada em “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, de Marçal Aquino, e no filme homônimo do Beto Brant, misturado com uma experiência amorosa de Güido.
Novidades devem chegar, mas ele adianta: "Estamos num processo de se entender como banda, de conhecer o que podemos fazer, fazer o que gostamos de ouvir, nos libertar e encontrar um novo nós”. O resultado disso deve trazer uma nova faixa, que também virá sozinha: "É uma música diferente de tudo que já fizemos".
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